Das Redes Sociais aos Salgadinhos
- Editorial
- há 1 dia
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Grandes empresas produtoras de alimentos considerados ultraprocessados nos EUA enfrentam processos milionários por danos à saúde pública.
Gigantes da tecnologia vão a julgamento por promoverem dependência, depressão e ideação suicida com suas redes sociais.
Líderes do varejo enfrentando acusações de assédio, bullying e comprometimento da saúde física e mental.
Empresas da industria extrativa (mineração, petróleo) enfrentando ações indenizatórias por danos ambientais.

O mundo parece ter descoberto que o "progresso" faz mal para a saúde e o meio-ambiente, e quer cobrar caro por isso, ainda que pouca gente esteja disposta a abrir mão dos seus benefícios.
Em paralelo, os indivíduos demandam leis para resolver problemas sociais sobre os quais não estão dispostos a conversar, para que os outros correspondam à sua noção de que o paraíso na Terra é possível, desde que os outros colaborem.
Independentemente de qualquer juízo de valor, a judicialização e a hiperlegislação se transformaram num grave problema econômico e social para as democracias ocidentais, comprometendo a lucratividade das empresas, a segurança jurídica e a coesão social.
Novos contratos sociais serão necessários para o desenvolvimento do neo-capitalismo, mas parece não haver espaço para diálogo.
Aqui o exemplo de um dos casos mais recentes:


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