Nano Influenciadores - adote o seu

A expressão “nano influenciador” vem ganhando popularidade no último mês, na esteira das discussões sobre o TikTok nos EUA, e refere-se aos perfis sociais que têm menos de 10.000 seguidores, mas que são líderes de pensamento em seu nicho temático.

Nos últimos anos, os anunciantes já haviam descoberto que os micro influenciadores (até 100.000 seguidores) são mais eficientes em seu trabalho de comunicação para as marcas do que as celebridades digitais.

A explicação é simples. Quanto menor o número de seguidores, maiores as possibilidades de interação e, consequentemente, o engajamento e a confiança.

Os nano influenciadores são, em geral, autoridades reconhecida em algum setor de atividade ou referências importantes para seus grupos de seguidores. A interação mais frequente é um estímulo para os algoritmos que decidem a exposição para os seguidores e isso também contribui para aumentar sua eficiência de comunicação em relação às grandes celebridades. Além disso, seja pela intimidade, seja pela confiança, sua opinião vale muito.

É uma reprodução de um fenômeno já conhecido na mídia tradicional, onde marcas de mídia segmentadas (boletins financeiros, portais de moda, canais de notícia, etc.) têm audiência menor do que as mídias de massa, mas maior afinidade com seu público e, de forma direta ou indireta (dependendo do formato), endossam a comunicação das marcas amplificando seu resultado.

Nenhum demérito para os mega influenciadores e a mídia de massa. Ambos têm o mérito de alcançar uma parcela maior de consumidores com rapidez, o que pode ser importante para a estratégia de comunicação em um dado momento. E, é claro, podem (e devem) oferecer um custo por mil impactos mais baixo do que os canais segmentados, já que os momentos de atenção que oferece tendem a ser, comparativamente, menos relevantes.

Esses insights derivam da experiência e dos modelos econométricos para avaliação do desempenho das atividades de comunicação, adotados por grandes empresas.

São conclusões empíricas, e indicam a necessidade de trabalharmos no desenvolvimento de métricas específicas para qualificação da relevância dos momentos da atenção, para que possamos estabelecer melhores parâmetros comparativos. A inexistência dessas métricas pode colocar o profissional responsável pela decisão sobre os investimentos em situações desconfortáveis, com dificuldade para explicar por que decidiu pagar pelos impactos de uma plataforma do que de outra.


Dica: um bom lugar para conhecer os termos que estão ganhando popularidade é o Exploding Topics.