• Editorial

Até as nuvens são híbridas

Cloud computing, ou computação na nuvem, já é adotada como parte da arquitetura de TI pela grande maioria das empresas de porte (estimativas publicadas apontam para algo entre 75% a 85%).

De certa forma, já não é uma opção. Na era da transformação digital, do big data e de inteligência artificial, a decisão é apenas qual modelo de configuração deve ser adotado.

Computação em nuvem é um termo geral para designar sistemas onde os recursos computacionais utilizados (processadores, memória, armazenamento, software, serviços) não são residentes no dispositivo de acesso.

Clouds over IBM BR (by FF)

Pode ser tão simples quanto armazenar as fotos do seu celular no Google Drive ou tão elaborado quanto configurar um datacenter virtual na Amazon ou terceirizar tudo para a IBM.

A grande vantagem dos serviços de cloud computing é a flexibilidade dos recursos compartilhados. Você paga pelo que você usa e pode ampliar ou reduzir seus recursos de acordo com a demanda, sem a necessidade de investir na compra de novos equipamentos e na renovação do parque instalado. Para grandes empresas ou startups baseadas em tecnologia, pode representar uma substancial economia, além de uma garantia de um nível de serviço (Service Level) geralmente maior do que é propiciado por um datacenter residente.

A empresa pode optar por uma nuvem pública, - onde os recursos são compartilhados com quaisquer outras empresas que busquem o serviço, comunitária – compartilhamento com um grupo menor de empresas conhecidas, privada – recursos exclusivos para a empresa, ou hibrida – uma combinação das demais. Pode optar por transferir para a nuvem apenas a infraestrutura (IaaS), as ferramentas de desenvolvimento (PaaS), os aplicativos de uso cotidiano (SaaS) ou uma combinação desses serviços.

O modelo híbrido vem ganhando popularidade entre os CIO. As normas globais de segurança, cada vez mais restritas, estimulam alguma preocupação com as soluções públicas, mas as nuvens privadas são mais onerosas. A solução é manter a operação com informações mais sensíveis numa rede privada e compartilhar recursos onde o risco de exposição é menor. Pode ser um preciosismo, já que os serviços de nuvem pública oferecidos pelos grandes fornecedores têm altíssimo nível de segurança e uma rede privada tampouco é impenetrável mas, em tempos de “compliance”, poder comprovar que todas as medidas possíveis de segurança foram tomadas e que, ainda assim, uma economia significativa está sendo gerada, faz bem para a saúde profissional dos executivos.

No relatório Red Hat Global Customer Tech Outlook 2020, executivos de TI de 870 empresas ao redor do mundo abordam esse tema, como parte do processo de transformação digital, além de outros aspectos culturais de tecnológicos. O relatório pode ser acessado através deste link.

Uma explicação bastante abrangente e detalhada do tema pode ser encontrada no site da Infra News Telecom, neste link.

Algumas estatísticas interessantes sobre a computação em nuvem estão disponíveis neste artigo da Software One.