Novos Futuros | 2027-2028
- Editorial
- 3 de mai.
- 2 min de leitura
A cada dois anos a SocialData prepara um relatório indicando os principais pontos de atenção para os cenários futuros (TIPs) e já está na hora de começar a pensar no biênio 2027/2028.
O primeiro passo é revisar as indicações dos anos anteriores (resumidas no quadro ilustrativo deste post) para verificar se foram confirmadas (os quadrinhos verdes indicam "confirmação", os amarelos "em andamento" e os vermelhos apontam "erros de previsão").

Segundo Flavio Ferrari, fundador do hub SocialData e professor da ESPM, essa avaliação prévia tem como objetivo identificar se o processo de análise de cenários futuros necessita de alguma revisão em seus fundamentos. "Aparentemente não precisa" - afirma Ferrari.
Os investimentos da Russia na Africa foram reduzidos em decorrência da guerra contra a Ucrânia, mas o projeto continua valendo. China e Japão estão bastante presentes no continente, embora a imprensa ocidental dê pouco destaque para o assunto. Os demais tópicos de 2023/2024 se confirmaram.
Na previsão para 2025/2026 falta acontecer a solução do conflito entre os poderes no Brasil (estamos num momento crítico em relação a isso) e o conflito "ambiente vs. economia" está presente, mas eclipsado pelo caos geo-político em curso.
Vale lembrar que o título do relatório para 25/26 foi "De volta para o futuro", numa alusão ao clima "retro-futurista", ou seja, um sentimento saudosista da época em que os futuros eram melhores, mais otimistas, e a tecnologia nos parecia a solução para todos os problemas.
O sentimento que alimenta a perspectiva para os próximos dois anos é "regenerativo", animado pela consciência crítica, particularmente nas questões sociais. A erosão social, subproduto das ideologias predominantes nas últimas décadas, está chegando ao seu ápice e nos incentivando a abandonar a "infantilização".
"Abordar esse tema será bastante delicado considerando o momento restritivo à discussão de temas sensíveis, mas acredito que começaremos o próximo ano mais dispostos a amadurecer. Não será fácil, principalmente em se considerando o arcabouço legal "protetivo" que permitimos (ou pedimos) que fosse construído." - alerta o professor.
Ferrari afirma que a jornada será intensa e controversa, mas que as manifestações em redes sociais e algumas matérias publicadas em alguns veículos de imprensa menos ideológicos são motivo para otimismo.
"Espero continuar otimista, porque a sombra do declínio do ocidente segue pairando sobre nós, mas o despertar da consciência crítica das novas gerações é o caminho para a regeneração" - ele finaliza.




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